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Sorocaba registra quatro interrupções por queimadas entre junho e julho de 2016

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Assessoria de Imprensa   08/08/2016

​​Distribuidora alerta que focos de incêndio podem provocar desligamentos trazendo transtornos e prejuízos para a população​

Sorocaba, 8 de agosto de 2016 – O tempo seco característico do inverno brasileiro traz uma preocupação adicional para distribuidoras e transmissoras de energia elétrica: o risco de incêndio em terrenos baldios ou áreas rurais sob as redes de distribuição e transmissão. A baixa umidade, a vegetação baixa e ventos fortes são fatores que podem provocar queimadas, colocando em risco o fornecimento de energia. Se não bastassem aos danos ao meio ambiente e à segurança e saúde da população, o fogo pode atingir os cabos elétricos, desligando a rede e provocando prejuízos para a população, empresas e estabelecimentos comerciais.

Segundo dados do Centro de Operações da CPFL Piratininga já foram registradas quatro ocorrências de queimadas que afetaram a rede elétrica na região das cidades de Sorocaba, Salto e Itú. Estas ocorrências afetaram o fornecimento de energia de 174 consumidores. Em Junho não foram registrados casos de falta de energia por causa das queimadas, já em julho foram registradas quatro ocorrências com 174 clientes afetados.

Além das causas climáticas, uma queimada mal controlada para atividades agrícolas também provoca graves prejuízos ao fornecimento de energia, causando desde pequenos cortes, conhecidos como piscas, até os grandes desligamentos. Para as indústrias, mesmos os piscas de energia são prejudiciais, uma vez que podem queimar maquinários e equipamentos.

"É importante a conscientização da população e dos produtores agrícolas, pois os incêndios sob a rede de distribuição e transmissão de energia são, muitas vezes, causados pelo uso do fogo como método de poda de algumas plantações", alerta o gerente Regional da CPFL Piratininga, Edson Amaral Junior. "O impacto de queimadas sob a rede é grande e maior ainda quando se fala de linhas de transmissão, responsáveis pelo abastecimento de regiões inteiras", conclui.

O calor do fogo, mesmo quando não atinge diretamente os cabos elétricos, também pode provocar curtos-circuitos, interrompendo o abastecimento de cidades inteiras. O ar quente gerado pelos dos incêndios também pode criar um campo ionizado, propiciando o fechamento de arcos elétricos* que desligam as linhas de eletricidade, além de outros danos.  A fuligem gerada pelas queimadas, espalhada pelo vento, também pode causar transtornos ao aquecer o ar, tornando-o mais condutor e aumentando as chances de um curto-circuito na rede.

Outro foco de preocupação é com o volume de fumaça, que pode causar superaquecimento dos cabos, diminuindo a sua resistência e facilitando o rompimento. "O fogo também pode queimar a base das torres de transmissão, que, em alguns casos, é de madeira, provocando sua queda, ou aquecendo os condutores de energia, causando curto-circuito", informa Martins.

Legislação sobre queimadas

Proibidas em algumas áreas municipais, as queimadas são autorizadas pelo Ibama sob critérios técnicos, com o uso de aceiros, que impedem a propagação do fogo além dos limites estabelecidos. Ao receber a autorização para a queimada, o proprietário da área é instruído sobre a melhor maneira de executar o trabalho. O Ibama também distribui material educativo onde a prática é usual. Em situações especiais, o Ibama pode proibir queimada, o que não impede que ela ocorra de forma ilegal, provocando incêndios florestais.

Como forma de prevenir tais situações, conforme os Decretos Federais 24.643/34, 35.851/54, 41.019/57 e 84.398/80, uma das medidas que devem ser respeitadas pelos produtores no cultivo é o respeito às faixas de servidão, que são os corredores de 30 ou 40 metros de largura localizados embaixo das linhas de transmissão, nos quais não é permitido o plantio. 

Já o Decreto Estadual 45.869/2001 regulamenta a queima controlada como fator de produção e manejo em atividades agrícolas, proibindo queimadas próximas a instalações elétricas e de telecomunicações. Para evitar a incidência de focos de incêndio, a prática de soltar ou fabricar balões é considerada crime ambiental pela Lei Federal nº 9605/98, sendo que o infrator está sujeito a uma pena de um a três anos de detenção, além de ser multado.

Em caso de incêndio sob a rede elétrica, a população pode informar a CPFL Piratininga pelos canais de relacionamento da empresa, como o site: www.cpfl.com.br, pelo e-mail: piratininga@cpfl.com.br e pelo telefone gratuito 0800 010 25 70, que funciona ininterruptamente.

Dicas para o convívio adequado entre rede elétrica e queimadas:

  • Não realize queimadas em áreas próximas às redes elétricas;
  • Faça "aceiros" para controlar o fogo;
  • Respeite a "faixa de servidão" ao realizar o plantio;
  • Não solte balões. Além de ser proibido por Lei, o balão provoca incêndios;
  • Não jogue pontas de cigarro acesas nas matas ou em acostamentos das rodovias. Muitos incêndios surgem desse ato;
  • Ao identificar um foco de incêndio, avise a Guarda Florestal e o Corpo de Bombeiros. Se for às margens de uma rodovia, ou próximo de uma rede elétrica avise também a concessionária responsável.

* O arco elétrico, também conhecido como arco voltaico, é uma grande quantidade de carga elétrica movimentando através do ar com alta velocidade (cerca de 100m/s) e elevadas temperaturas. Os arcos podem causar destruição dos equipamentos (chave, painéis, barramentos, condutores e etc.) e ainda causar graves lesões físicas em pessoas que ficarem próximas.

Sobre a CPFL Energia

A CPFL Energia, há 103 anos no setor elétrico, atua nos segmentos de distribuição, geração, comercialização, serviços e telecomunicações. É líder no mercado de distribuição, com 13% de participação, totalizando mais de 7,8 milhões de clientes em 561 cidades em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná.

Na comercialização, é um dos líderes no mercado livre, com uma participação de mercado de 14,1% na venda para consumidores finais entre as comercializadoras. É um dos líderes na comercialização de energia incentivada para clientes livres.

Na geração, é o segundo maior agente privado do país, com um portfólio baseado em fontes limpas e renováveis. A CPFL Geração conta com 2.248 MW de potência instalada, considerando sua participação equivalente em cada um dos ativos de geração. Em 2011 criou a CPFL Renováveis, com ativos como PCHs, parques eólicos, termelétricas a biomassa e a usina solar Tanquinho, pioneira no Estado de São Paulo, e uma das maiores do Brasil. Adicionando a participação equivalente na CPFL Renováveis, a capacidade instalada total do Grupo CPFL atingiu 3.144 MW no final do primeiro trimestre de 2016. O Grupo também ocupa posição de destaque em arte e cultura, entre os maiores investidores brasileiros.

A CPFL Energia tem ações listadas no Novo Mercado da BM&FBovespa e ADR Nível III na NYSE, além participar do Índice Dow Jones Sustainability Index Emerging Markets e do Morgan Stanley Capital International Global Sustainability Index (MSCI). Pelo 11º. ano consecutivo, as ações da companhia integram a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa.

Tags:
    queimadas; sorocaba; incêndios;