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CPFL Energia apura Ebitda de R$ 972 milhões no primeiro trimestre de 2015, crescimento de 23,5%

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Assessoria de imprensa   11/05/2015

​Crescimento no segmento de energias renováveis e variação dos custos gerenciáveis abaixo da inflação são os destaques do trimestre​

Campinas, 08 de maio de 2015 – A CPFL Energia, maior grupo privado do setor elétrico brasileiro, registrou Ebitda no padrão contábil internacional IFRS de R$ 972 milhões no primeiro trimestre de 2015, crescimento de 23,5% na comparação com igual período de 2014. O resultado foi beneficiado pelo crescimento no segmento de energias renováveis e pela variação dos custos gerenciáveis abaixo da inflação. No negócio de distribuição, houve o reconhecimento dos ativos e passivos financeiros setoriais, que anteriormente eram ajustados apenas nos números gerenciais.

No primeiro trimestre de 2015, as concessionárias do Grupo foram positivamente impactadas pela entrada em vigência do sistema de bandeiras tarifárias e pela Revisão Tarifária Extraordinária autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Essas medidas foram fundamentais para diminuir o descasamento de caixa do segmento de distribuição. As distribuidoras CPFL Santa Cruz, CPFL Sul Paulista, CPFL Mococa, CPFL Leste Paulista e CPFL Jaguari também passaram pelo Reajuste Tarifiário Anual no começo de fevereiro deste ano.

A receita líquida do Grupo (excluindo a receita de construção) aumentou 35,3% em igual intervalo de comparação, para R$ 5,059 bilhões. Além dos motivos descritos anteriormente relativos ao segmento de distribuição, a controlada CPFL Renováveis contribuiu positivamente com outros R$ 45 milhões nesse crescimento, refletindo a expansão das operações da maior geradora de energia renovável do Brasil.

A expansão da receita líquida ocorreu a despeito da queda de 2,5% no volume de energia consumido nas áreas de concessão das oito distribuidoras do Grupo, localizadas em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, passando de 15,507 mil GWh para 15,114 mil GWh. As vendas do mercado cativo recuaram 1,8%, para 11,152 mil GWh, e o volume faturado dos clientes livres pela Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) diminuiu 4,6%, totalizando 3,962 mil GWh.

Na análise por classe, verifica-se que o consumo de energia dos clientes comerciais e residenciais cresceu, respectivamente, 0,5% e 0,2%, em decorrência do registro de temperaturas mais amenas no primeiro trimestre de 2015 ante a igual intervalo de 2014. O consumo industrial recuou 5,1%, como reflexo da desaceleração da economia brasileira neste começo de ano.

Entretanto, as concessionárias do Grupo registraram um crescimento da demanda contratada dos clientes industriais, o que importa para efeito de remuneração dos serviços prestados. A demanda fora do horário de ponta cresceu 3,1% entre março de 2015 e igual mês de 2014, para 9,514 mil MW. No horário de ponta, a expansão foi de 3,2%, para 3,816 mil MW. 

O lucro líquido em IFRS recuou 18,4% entre o primeiro trimestre de 2015 e igual período do ano passado, para R$ 142 milhões. O resultado líquido da CPFL Energia foi impactado negativamente pela alta das despesas financeiras, em decorrência do aumento da taxa de juros (Selic) e do endividamento financeiro líquido.

 

Investimentos

No primeiro de trimestre de 2015, a CPFL Energia investiu R$ 331 milhões em seus negócios, aumento de 37,9% em relação aos R$ 240 milhões investidos no mesmo período de 2014. Do valor total, R$ 176 milhões foram destinados ao segmento de distribuição para ampliar, reforçar e efetuar a manutenção dos sistemas elétricos, R$ 147 milhões foram aportados na expansão da geração e R$ 8 milhões em comercialização e serviços. ​

No dia 16 de abril, a CPFL Renováveis colocou em operação comercial, com oito meses de antecedência, o parque eólico Morro dos Ventos II, cuja entrada estava prevista para o primeiro semestre de 2016. A usina, localizada no Rio Grande do Norte, possui 29,2 MW de capacidade e garantia física de 15,3 MW médios. A partir de 2016, o empreendimento vai gerar uma receita estimada de R$ 17,9 milhões anuais.

Além disso, a CPFL Renováveis também comercializou a energia da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Boa Vista II no último leilão de energia nova A-5, realizado pelo governo federal no dia 30 de abril. A companhia vendeu 14 MW médios da usina, que tem capacidade instalada de 26,5 MW e será construída em Minas Gerais. O preço de venda da energia foi de R$ 207,64/MWh, com reajuste anual pelo IPCA.

Com esses projetos, a CPFL Renováveis passou a ter capacidade contratada de 2,134 mil MW, sendo 449,5 MW de PCHs, 1,314 MW de usinas eólicas, 370,0 MW de termelétricas a biomassa e 1,1 MWp de energia solar. Ao final do primeiro trimestre de 2015, o parque gerador da CPFL Energia totalizava 3,114 mil MW, crescimento de 6,8% em relação aos 2,929 mil MW do mesmo período de 2014.

 

Resultado ajustado

A CPFL Energia reportou crescimento de 5,5% no Ebitda gerencial entre o primeiro trimestre de 2015 e igual período de 2014, para R$ 1,146 bilhão. O resultado gerencial considera os ativos e passivos financeiros regulatórios, que não eram contabilizados em 2014 e, portanto, ajustados, exclui os itens não recorrentes e consolida de forma proporcional os ativos de geração do Grupo.

A receita líquida gerencial da companhia teve crescimento de 30,6% no mesmo período de comparação, para R$ 5,030 bilhões. O lucro líquido, por sua vez, caiu 24,1%, para R$ 300 milhões.

 

Sobre a CPFL Energia

A CPFL Energia, há 102 anos no setor elétrico, atua nos segmentos de distribuição, geração, comercialização, serviços e telecomunicações. É líder no mercado de distribuição, com 13% de participação, totalizando mais de 7,5 milhões de clientes nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná.

Na comercialização, é um dos líderes no mercado livre, com uma participação de mercado de 14% na venda para consumidores finais entre as comercializadoras. É líder na comercialização de energia incentivada para clientes livres.

Na geração, é o segundo maior agente privado do país, com um portfólio baseado em fontes limpas e renováveis. A CPFL Geração conta com 2.248 MW de potência instalada, considerando sua participação equivalente em cada um dos ativos de geração. Em 2011 criou a CPFL Renováveis, com ativos como PCHs, parques eólicos, termelétricas a biomassa e a usina solar Tanquinho, pioneira no Estado de São Paulo, e uma das maiores do Brasil. Adicionando a participação equivalente na CPFL Renováveis, a capacidade instalada total do Grupo CPFL atingiu 3.127 MW no final do primeiro trimestre de 2015. O grupo também ocupa posição de destaque em arte e cultura, entre os 15 maiores investidores brasileiros.

A CPFL Energia tem ações listadas no Novo Mercado da BM&FBovespa e ADR Nível III na NYSE, além participar do Índice Dow Jones Sustainability Index Emerging Markets e do Morgan Stanley Capital International Global Sustainability Index (MSCI). Pelo 10º. ano consecutivo, as ações da companhia integram a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa.

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