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Questões femininas são temas do Café Filosófico e do Cine CPFL em junho

Escrito por:

Assessoria de Imprensa   22/05/2016


Campinas, 23 de maio de 2016 - A enorme expansão dos feminismos branco, negro, indígena e comunitário constitui um fenômeno da atualidade que chama a atenção e pede explicações. Embora se trate de um movimento nascido no século XIX, os feminismos vivem uma grande explosão em décadas recentes, atestando mutações e deslocamentos em sua constituição e modos de atuação, afirma a historiadora da Unicamp Margareth Rago, curadora do módulo de junho do Café Filosófico CPFL com o tema “O que querem as mulheres? Poéticas e políticas feministas na atualidade”.

“As mulheres não tinham o direito à vida pública, não desfrutavam do livre acesso aos negócios e aos cargos de direção, na cultura, na política ou na educação, nem podiam usufruir da sociabilidade nos bares, restaurantes ou cafés, pelo menos nas mesmas condições que os homens. Além de serem consideradas incapazes de se autogovernarem, devendo submeter-se à autoridade masculina, eram também excluídas do direito ao corpo e à sexualidade, sob pena de serem olhadas como anormais”, afirma a especialista.

Segundo ela, em nossos dias, a dicotomia Eva/Virgem Maria foi questionada à exaustão, assim como inúmeros mitos relativos ao corpo feminino. “Os feminismos politizaram radicalmente a entrada das mulheres na esfera pública, conferindo novos sentidos à sua ação e participação na vida social, política e cultural. Pode-se dizer que a grande conquista feminina e feminista do chamado ‘século das mulheres’, o século XX, foi o direito à existência, sem o qual é impossível começar, se queremos um mundo fundado na justiça social, no respeito e na liberdade.”

Mas e hoje? O que querem as mulheres num mundo em que já são reconhecidas como capazes de gerirem a própria vida, de assumirem a direção de empresas e instituições e de serem competentes chefes de família?, questiona Rago. “O que querem as mulheres quando a virgindade deixa de ser uma exigência para o casamento e quando a maternidade, agora voluntária, deixa de ser considerada como missão necessária para a realização de uma suposta essência feminina? E como as mulheres enfrentam os desafios atuais, considerando-se o registro crescente da violência doméstica e de gênero, assim como os ataques dos grupos conservadores misóginos em ascensão no mundo neoliberal?”

Para debater essas questões, o Café Filosófico CPFL reúne pensadoras e ativistas feministas de diferentes áreas do conhecimento e com larga experiência de militância pela autonomia das mulheres. Os encontros, sempre às 19h, serão abertos ao público, em Campinas (SP), e terão transmissão ao vivo no site www.institutocpfl.org.br/cultura/aovivo  

O primeiro debate, sobre “Feminismos, corpo e saúde: uma agenda no século 21”, com Simone Diniz, socióloga e professora da PUC-SP, acontece na sexta-feira, 03/06. 

Na semana seguinte, em 10/06, a médica e livre-docente da USP Maria José “Zeca” Rosado fala sobre “Feminismo(s) e religião(ões): aproximações, ambiguidades e contradições”.

A socióloga e professora da UESB Núbia Regina Moreira aborda o tema “O movimento feminista negro no Brasil: vozes sujeitos e políticas” no encontro do dia 17/06.

Margareth Rago aborda “A insubmissão feminista na atualidade” no encerramento do módulo, dia 24/06.

Cinema. Ainda em junho, o Cine CPFL exibirá ao público, também com entrada gratuita, às quintas-feiras, sempre às 19h, em Campinas (SP), cinco filmes de algumas das principais cineastas da atualidade. O panorama conta com uma diretora libanesa, uma francesa, uma indiana, uma argentina e uma espanhola para tratar de temas que vão do envelhecimento à identidade de gênero, passando pelos conflitos afetivos, familiares e culturais.

O primeiro filme da mostra, a ser exibido na quinta-feira, 02/06, às 19h, é uma preciosidade: “Caramelo”, delicado drama dirigido pela cineasta libanesa Nadine Labaki sobre cinco mulheres que se reúnem em um salão de beleza em Beirute para compartilhar dilemas tão diversos quanto universais.

Na sequência serão exibidos os filmes “2 dias em Nova York”, da francesa Julie Delpy, em 09/06; “Um Casamento à Indiana”, da indiana Mira Nair, em 16/06; “XXY”, da argentina Lucía Puenzo, em 23/06; e “A Vida secreta das palavras”, da espanhola Isabel Coixet, em 30/06.

Mais informações em http://www.institutocpfl.org.br/cultura

Tags:
    CPFL Energia; Instituto CPFL; cultura; distribuição