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Queimadas e balões: um risco à segurança

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CPFL Imprensa   21/10/2013

​Os riscos trazidos pelas queimadas em áreas de produção agrícola já são conhecidos pela maioria das pessoas: diminuição da visibilidade nas estradas, redução da produtividade da terra nas áreas de cultivo e aumento da poluição, afetando a qualidade do ar. Mas poucas pessoas relacionam esse tipo de incêndio com problemas na continuidade no fornecimento de energia elétrica.
O fogo provocado nas proximidades das estruturas de transmissão ou distribuição de energia tem potencial para comprometer o abastecimento de cidades inteiras. O ambiente aquecido, intensificado pelo acúmulo de fuligem das queimadas, aumenta ainda a probabilidade de curtos-circuitos na rede elétrica, comprometendo ou reduzindo a vida útil dessas estruturas, além do risco que oferece à segurança das pessoas. O número de casos de queimadas e incêndios aumenta nesta época do ano, que é marcada pelo início da estação seca. O período coincide com a colheita da cana-de-açúcar, quando a prática das queimadas ainda é comum no estado de São Paulo, apesar do esforço do setor canavieiro para coibir tais ações.

Como forma de prevenir tais situações, conforme os Decretos Federais 24.643/34, 35.851/54, 41.019/57 e 84.398/80, uma das medidas que devem ser respeitadas pelos produtores no cultivo é o respeito às faixas de servidão, que são os corredores de 30 ou 40 metros de largura localizados embaixo das linhas de transmissão, e nos quais não é permitido o plantio. Também são proibidas edificações, instalação de placas e painéis, bem como a construção de currais, depósitos, açudes e piscinas, pois, além do risco, dificultam as manutenções, principalmente as de caráter emergencial. Já o Decreto Estadual 45.869/2001 regulamenta a queima controlada como fator de produção e manejo em atividades agrícolas, proibindo queimadas próximas a instalações elétricas e de telecomunicações. Soltar ou fabricar balões também recebe sanções legais. A prática é considerada como crime ambiental pela Lei Federal nº 9605/98, sendo que o infrator está sujeito a uma pena de um a três anos de detenção, além de ser multado.

Outro problema sazonal que pode contribuir para aumentar a incidência de queimadas são os balões juninos que, quando atingem o chão ou tocam a rede elétrica, podem causar incêndios de grandes proporções. Com a proximidade do balão das linhas de transmissão ou de distribuição de energia elétrica, há o aquecimento desses cabos o que pode provocar curtos-circuitos, rompimentos e desligamentos de grandes trechos. Nesse caso, novamente estão em risco tanto a segurança das pessoas como a da rede elétrica e, portanto, trata-se de uma questão que merece atenção de toda a população.
Mesmo com as sanções legais, nós do grupo CPFL Energia acreditamos que a melhor maneira de minimizar os impactos das queimadas é a mudança de cultura. Por esta razão, a companhia promove intervenções nas comunidades onde atua, envolvendo profissionais rurais em apresentações sobre a importância de coibir a prática das queimadas. Além disso, a distribuidora também dissemina para seus clientes, por meio dos órgãos de imprensa e de campanhas de comunicação, dicas de segurança envolvendo redes elétricas. Com essas contribuições, e com o engajamento de todos, acreditamos ser possível minimizar as ameaças que as queimadas representam para a sociedade.

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