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Mostra online de cinema exibe dez títulos gratuitos com temática chinesa

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Assessoria de Imprensa   09/09/2021

A programação faz parte do mês do CPFL Intercâmbio Brasil><China e tem curadoria do produtor Ale Amazonia; os filmes estarão disponíveis no canal do Instituto CPFL no Youtube

 

  Cena de “Irmãs de Palco” e Foto de Ale Amazonia/acervo pessoal (baixe imagens aqui) 

A programação da 5ª edição da frente CPFL Intercâmbio Brasil-China, realizada durante o mês de setembro, apresenta uma Mostra de Cinema Chinês composta por dez títulos disponibilizados gratuitamente no canal do Instituto CPFL, no Youtube. 

A mostra vai analisar e entender as origens das diversas escolas de cinema, propaganda e entretenimento chinês, desde os clássicos pioneiros do cinema Xangainês (produzidos na cidade de Xangai) até os clássicos vermelhos, produzidos em Pequim, entre os anos de 1937 a 1964. 

Com a curadoria do escritor e produtor independente, Ale Amazonia, a seleção tem o intuito de contextualizar o espectador brasileiro em meio às grandes mudanças culturais, morais e ideológicas que edificaram - e que ainda permeiam - as reflexões e desafios da China histórica e contemporânea. Cada filme é iniciado com uma breve apresentação de Ale Amazonia contextualizando as narrativas e técnicas das produções. Os filmes contam com legenda em português e as aberturas do curador possuem legendas em inglês.

Conheça:

- Primavera em uma pequena cidade (Diretor: Fei Mu, 1948, 01h33 - Drama/18 anos): China, 1946. Dai Liyan (Yu Shi) é um homem jovem, mas de saúde muito frágil e deprimido. Sua esposa, Yu Wan (Wei Wei), não o ama. É bela, frustrada, solitária e sente-se presa aos cuidados com marido. Um dia o médico Zhang Zhichen (Wei Li), antigo colega de escola de Wan, chega à vizinhança. A visita inesperada traz de volta sentimentos esquecidos. 

- Anjos de Rua (Diretor: Yuan Muzhi, 1937, 1h28 - Drama/18 anos): filme chinês lançado em 1937, dirigido por Yuan Muzhi. É estrelado por Zhao Dan e o popular cantor Zhou Xuan em seu primeiro papel principal. A história se concentra na luta dos pequenos habitantes urbanos de Xangai e em sua tentativa de escapar de seu ambiente. 

- As Cinco Flores Douradas (Diretor: Jiayi Wang, 1959, 1h35 - Comédia romântica/Livre): o filme é um exemplo canônico de filmes produzidos por produtoras estatais na China durante as décadas de 1950 e 60, retratando minorias étnicas na sociedade. A minoria Bai, apresentada no filme, é mostrada usando fantasias coloridas, se envolve em canções e danças festivas e no romance. Mas, está totalmente comprometida com a construção socialista. A representação de minorias étnicas permitiu aos cineastas sondar áreas consideradas muito sensíveis pelo governo chinês. 

- O Destacamento Vermelho das Mulheres (Diretor: Xie Jin, 1961, 1h48 - Ação/18 anos):  Wu Qionghua, serva de Nanbatian (O Tirano do Sul), foge para a selva, entra no Exército Vermelho e se junta à tropa feminina que opera na Ilha de Hainan. Essas personagens femininas lutaram pela libertação das mulheres e pelo igualitarismo de gênero. Baseado em episódio real da 1ª Guerra Civil Revolucionária na China (1927-37). 

- Irmãs de Palco (Diretor: Xie Jin, 1964, 1h47 - Drama/18 anos): o filme, cuja narrativa se estende por quinze anos, é inspirado na história verídica de uma atriz da Ópera de Shaoxing. Uma jovem camponesa é contratada por uma companhia teatral em digressão e cria fortes laços de amizade com a atriz principal. A guerra e a revolução separam as duas amigas, que voltam a encontrar-se em 1950, em Xangai, e decidem nunca mais se separar. 

- A Trilogia  das Torrentes: Família (Diretor: Ba Jin, 1957, 2h06 - Drama/18 anos): três irmãos lutam com a ideia de que suas esposas já foram escolhidas para eles. É um romance semi-autobiográfico do autor chinês Ba Jin, o pseudônimo de Li Feigan (1904–2005). O romance foi muito popular entre a juventude chinesa e estabeleceu o autor como a voz principal de sua geração. 

- A Canção da Juventude (Direção de Cui Wei e Chen Huai'ai, 1959, 2h36 - Drama/18 anos): o filme usa a heroína Lin Daojing para transformar e crescer de um intelectual individualista, democrático e liberal para um lutador comunista. O romance se concentra em narrar a "história de crescimento" dos modernos "intelectuais" chineses. Na revolução proletária, os intelectuais pequeno-burgueses devem passar por um processo de "retreinamento, reeducação e retransformação". 

- Macaco Rei (Diretor: Wan Laiming, 1964, 1h53 - Animação/Livre): o filme foi criado no auge da indústria de animação chinesa na década de 1960, recendo grande adesão e reconhecimento nacional e internacional. A história é uma adaptação de um dos quatro grandes clássicos da literatura chinesa, o romance do século 16, “Jornada para Oeste”. A animação, até os dias atuais, é considerada um marco histórico e referência no estilo.

- Toda Minha Vida (Diretor: Hui Shi, 1950, 1h48 - Drama/18 anos): flashbacks contam a vida de um mendigo que já foi policial e morreu congelado nas ruas de Pequim. O diretor mostra o destino do 'homenzinho' que parece desamparado diante de grandes tragédias. Adaptado da novela homônima de Lao She, o filme segue a vida de um policial de Pequim e sua família desde a queda da dinastia Qing até a ascensão do comunismo chinês após a Segunda Guerra Mundial.

- A Benção (Diretor: Sang Hu, 1959, 1h31 - Drama/18 anos): Filmado pelo Beijing Film Studio em 1956, este filme é o primeiro longa-metragem colorido da Nova China. Através da vida trágica da esposa de Xianglin reflete as contradições sociais na China após a Revolução de 1911, expõe profundamente a tortura e perseguição das mulheres trabalhadoras pela classe dos proprietários, revela a natureza da ética feudal e do canibalismo, e aponta o radicalismo necessário para oposição ao feudalismo. 

(Análises completas de cada filme, frames e pôsteres aqui) 

Sobre o curador

Alexandre Leal de Almeida, 34, conhecido como Ale Amazonia, é um artista multidisciplinar e produtor cultural. Nascido em Curitiba (PR), atuou como músico até 2012, quando se mudou para China - onde morou por 8 anos. Por lá, integrou uma banda de punk e atuou como produtor cultural no mercado das artes. Em 2018, criou o China Tropical, projeto de intercâmbio cultural entre Brasil e China que contou com apoio da Embaixada Brasileira em Pequim. Atualmente, de volta ao Brasil, escreveu seu primeiro livro, “Mil Olhos, Mil Braços” e trabalha na gravação de seu primeiro álbum solo, sob o pseudônimo “Amazonia, O Selvagem”. 

A 5ª edição do Intercâmbio Brasil-China é realizada pelo Instituto CPFL durante o mês de setembro e todo o conteúdo poderá ser acessado gratuitamente pela internet em www.institutocpfl.org.br. 

Serviço

Mostra de Cinema Chinês - CPFL Intercâmbio Brasil><China

Quando: durante o mês de setembro

Onde: canal do Instituto CPFL no Youtube

Classificação: em cada filme

Informações: institutocpfl.org.br​


Tags:
    CPFL Intercâmbio Brasil><China; Ale Amazonia; Instituto CPFL; CPFL Energia