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Instituto CPFL traz a Campinas a exposição “Paisagem na coleção do MAM | Museu de Arte Moderna de São Paulo”, com obras de Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral e outros 51 artistas

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Assessoria de Imprensa   16/04/2017


Campinas, 12 de abril de 2017 - Setenta obras de 53 artistas de grande relevância no cenário artístico nacional, entre eles Alfredo Volpi, Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral, estarão em exposição na Galeria de Artes do Instituto CPFL, em Campinas (SP), entre os dias 10/05 e 02/07.
 
Com entrada gratuita, a mostra “Paisagem na coleção do MAM | Museu de Arte Moderna de São Paulo” vai apresentar ao público de Campinas e região a evolução da paisagem na arte brasileira desde os anos 1930 até os dias atuais. A seleção, que tem a curadoria de Felipe Chaimovich, é parte do acervo do MAM paulistano e abrange a diferença entre olhares objetivos e subjetivos, com a exploração de estados afetivos, dos lugares retratados – cenários que permanecem como um tema vivo e atual.

A exposição tem o patrocínio da CPFL Energia e a realização do MAM em parceria com o Instituto CPFL, por meio da Lei Rouanet.

O agendamento de visitas monitoradas pode ser feito por e-mail
(agenda@villa7cultura.com.br) ou pelo telefone (19 - 3258.5290).

“Ao acompanhar os desdobramentos da paisagem na coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo, o visitante abre os horizontes para a experimentação artística que caracteriza o moderno, abrindo o caminho para o futuro”, afirma o curador.
 
Na seleção, a pintura mais antiga é Paisagem, de Quirino da Silva, de 1929. O quadro, segundo Chaimovich, testemunha a prática da pintura de paisagem ao ar livre, e o artista procura registrar as cores de uma determinada hora do dia incidindo num relevo irregular, no qual contrastam o vale em primeiro plano contra a montanha no plano de fundo. 

As obras de datas imediatamente posteriores, feitas nas décadas de 1930 e 1940, mostram, de acordo com o curador, os contornos das figuras menos definidos e uma maior licença na invenção de formas; são os quadros dos artistas Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Clóvis Graciano, Emiliano Di Cavalcanti, Francisco Rebolo, Giuliana Giorgi, José Pancetti, Mário Zanini, Paulo Rossi Osir, Sérgio Milliet e Tarsila do Amaral. 

“Nas décadas de 1960 e 1970, a pintura de paisagem ganha cada vez mais caráter expressivo, mas busca também manter sua identidade como imagem de um lugar”, diz Chaimovich. Armando Balloni, Carlos Bracher, Fulvio Pennacchi, Henrique Boese, Iracema Arditi e Ottone Zorlini testemunham uma tensão entre a liberdade inventiva, que as gerações anteriores haviam conquistado, e uma manutenção da ordem das figuras.

“A partir dos anos 1980, os artistas oscilam entre obras mais fiéis à realidade, como nos casos de Dudi Maia Rosa, Gilda Vogt Maia Rosa e Roberto Feitosa, e obras com cores saturadas e artificiais próximas das imagens publicitárias, como nos casos de Antonello L’Abbate, Cláudio Fonseca, José Leonilson e Leda Catunda”, explica.

Ainda segundo o curador, as paisagens foram se tornando cada vez mais experimentais nas últimas duas décadas. “Assim, vemos a sobrevivência de técnicas tradicionais como a gravura de Vânia Mignone e as pinturas de Rodrigo Andrade, Sandra Cinto e Valdirlei Dias Nunes, mas cada qual usando a paisagem como referência para os próprios interesses, já distantes da pintura ao ar livre. Essa transformação da paisagem leva também às obras que misturam diversas técnicas, utilizando a paisagem como referência distante, como nas obras de Camille Kachani, Daniel Escobar, Mabe Bethônico, Roberto Bethônico e Rodrigo Matheus.”

“Há mais de dez anos a CPFL Energia deu início a um projeto cultural, hoje sob responsabilidade do Instituto CPFL, que se tornou uma referência em sua proposta de ajudar a ampliar as visões, as reflexões e as percepções do público em relação ao mundo em que vivemos por meio do já consagrado Café Filosófico CPFL e também das sessões de cinema, teatro, concertos e exposições de artes visuais.

Parte deste trabalho acontece graças a parcerias com instituições reconhecidas por incentivar e promover manifestações artísticas e culturais da mais alta qualidade em nosso país. É o caso do MAM-SP, o Museu de Arte Moderna de São Paulo, do qual temos o orgulho de trazer a Campinas um recorte de seu qualificado acervo. A exposição ‘Paisagem’ é uma oportunidade única para conhecer de perto o trabalho de alguns dos mais renomados artistas brasileiros e compreender as transformações do olhar ao longo do século passado até os dias atuais”, afirma Mário Mazzilli, diretor do Instituto CPFL.

Tags:
    Instituto CPFL; cultura; CPFL Energia; MAM; Di Cavalcanti; Tarsila do Amaral; Alfredo Volpi; arte; exposição