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CPFL Paulista registra 131 interrupções por queimadas entre janeiro e junho na região de São José do Rio Preto

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Assessoria de Imprensa   13/07/2020

​Levantamento mostra que São José do Rio Preto, Mirassol e Tanabi lideram o ranking e distribuidora alerta sobre transtornos e prejuízos que esse tipo de desligamento traz à população 

São José do Rio Preto, 14 de julho de 2020. O tempo seco característico do início do inverno brasileiro traz uma preocupação adicional para distribuidoras e transmissoras de energia elétrica: o risco de incêndio em terrenos baldios ou áreas rurais sob as redes de distribuição e transmissão. Um levantamento feito pelo Centro de Operações da CPFL Paulista mostra que na região de São José do Rio Preto, entre 1º de janeiro a 15 de junho deste ano, foram contabilizadas 131 queimadas responsáveis por interrupções no fornecimento de energia, cerca de 23 por mês. Em 2019, as queimadas resultaram em 334 ocorrências de interrupção no fornecimento de energia, 14,3% a mais que as 292 de 2018.

“É importante a conscientização da população e dos produtores agrícolas, pois os incêndios sob a rede de distribuição de energia são, muitas vezes, causados pelo uso do fogo como método de poda de algumas plantações. O impacto das queimadas é maior ainda quando acontecem sob as linhas de transmissão, responsáveis pelo abastecimento de regiões inteiras”, alerta Clauber de Marchi Pazin, gerente de Operações de Campo, da CPFL Paulista.

Entre os municípios com mais interrupções na região, São José do Rio Preto registrou 69 ocorrências, ficando em primeiro lugar. Mirassol, empatado com Tanabi, ocupa a segunda posição com 10 casos. José Bonifácio aparece no quarto lugar com nove registros enquanto Santa Adélia, com oito, fecha o ranking.

INTERRUPÇÕES CAUSADAS POR QUEIMADAS – REGIÃO DE S. J. DO RIO PRETO

MUNICÍPIO

2018

2019

2020 (até 15 de junho)

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

116

149

69

MIRASSOL

31

32

10

TANABI

26

20

10

JOSÉ BONIFÁCIO

18

14

9

SANTA ADÉLIA

8

19

8


Geral. Entre janeiro e junho de 2020, a CPFL Paulista já registrou 1.474 queimadas que afetaram a rede elétrica em toda a sua área de atuação. Considerando 2019, as interrupções desse tipo cresceram 21,3% em relação a 2018. Foram 3.276 ocorrências no ano passado contra 2.700 no ano anterior. 

De acordo com o estudo da distribuidora, que atende 4,6 milhões de consumidores em 234 municípios do interior paulista, em 2020, até o momento, Campinas lidera o ranking geral de queimadas, totalizando 160 ocorrências. Em segundo lugar vem Ribeirão Preto, com 111 casos e, na sequência, Bauru, com 102 registros (para mais detalhes, confira a tabela abaixo).

Conheça o ranking 10 cidades com o maior número de ocorrências atendidas pela CPFL Paulista:

INTERRUPÇÕES CAUSADAS POR QUEIMADAS

MUNICÍPIO

2018

2019

2020 (até 15 de junho)

CAMPINAS

230

305

160

RIBEIRÃO PRETO

217

195

111

BAURU

92

168

102

HORTOLÂNDIA

137

134

75

AMERICANA

71

81

71

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

116

149

69

ARARAQUARA

133

174

57

SANTA BÁRBARA D'OESTE

36

79

47

SUMARÉ

144

124

45

BARRETOS

79

110

44


Guardião da Vida. Considerando o impacto do assunto para a população, seja na segurança, seja na qualidade do fornecimento de energia, o grupo CPFL Energia, por meio da campanha Guardião da Vida, incentiva a discussão sobre o tema, a fim de promover uma reflexão sobre as atitudes que poderiam ser evitadas, reduzindo transtornos e até salvando vidas.

Na estiagem, a pouca umidade, a vegetação baixa e os ventos fortes são fatores que podem provocar incêndios. Além disso, até mesmo uma queimada mal controlada para atividades agrícolas também pode colocar em risco o fornecimento de energia, atingindo os cabos elétricos, desligando a rede e provocando prejuízos para os todos, além de danos ao meio ambiente e à segurança da população.

O calor do fogo, mesmo quando não atinge diretamente os cabos elétricos, junto da fuligem levada pelo vento e grandes volumes de fumaça, também pode provocar curtos-circuitos ou rompimento de cabos, interrompendo o abastecimento de cidades inteiras. O ar quente gerado pode criar um campo ionizado, propiciando o fechamento de arcos elétricos* que desligam as linhas de eletricidade. 

Por isso, a CPFL Paulista dá algumas dicas para o convívio adequado entre rede elétrica e queimadas:

• Não realize queimadas em áreas próximas às redes elétricas.

• Faça “aceiros” para controlar o fogo.

• Respeite a “faixa de servidão” ao realizar o plantio.

• Não solte balões. Além de ser proibido por lei, o balão provoca incêndios.

• Não jogue pontas de cigarro acesas nas matas ou em acostamentos das rodovias. Muitos incêndios surgem desse ato.

• Ao identificar um foco de incêndio, avise a Guarda Florestal e o Corpo de Bombeiros. Se for às margens de uma rodovia, ou próximo de uma rede elétrica avise também a concessionária ou órgão estadual responsável.

*O arco elétrico, também conhecido como arco voltaico, é uma grande quantidade de carga elétrica movimentando através do ar com alta velocidade (cerca de 100m/s) e elevadas temperaturas. Os arcos podem causar destruição dos equipamentos (chave, painéis, barramentos, condutores etc.) e ainda causar graves lesões físicas em pessoas que ficarem próximas.

Em caso de falta de energia, ou de incêndio sob a rede elétrica, a população deve entrar em contato com os canais de atendimento da CPFL Paulista:

• Web mobile: www.cpfl.com.br (acesso via smartphone). 

• App “CPFL Energia”, disponível para smartphones Android ou iOs.

• Agência Virtual: www.cpfl.com.br.

• SMS: enviar para 27351 (em casos de falta de energia, o cliente envia seu código de consumidor para este número e recebe também via SMS a previsão de restabelecimento).

• Call Center: 0800 010 1010 (ligação gratuita, 24 horas por dia).

O que diz a lei. Proibidas em algumas áreas municipais, as queimadas são autorizadas pelo Ibama sob critérios técnicos que impedem a propagação do fogo além dos limites estabelecidos. O Ibama também distribui material educativo onde a prática é usual. Em situações especiais, o Ibama pode proibir queimada, o que não impede que ela ocorra de forma ilegal, provocando incêndios florestais.

Como forma de prevenir tais situações, conforme os decretos federais 24.643/34, 35.851/54, 41.019/57 e 84.398/80, uma das medidas que devem ser respeitadas pelos produtores no cultivo é o respeito às faixas de servidão, que são os corredores de 30 ou 40 metros de largura localizados embaixo das linhas de transmissão, nos quais não é permitido o plantio.  

Já o decreto estadual 45.869/2001 regulamenta a queima controlada como fator de produção e manejo em atividades agrícolas, proibindo queimadas próximas a instalações elétricas e de telecomunicações. Soltar ou fabricar balões é considerado crime ambiental pela lei federal 9605/98, cuja pena vai de um a três anos de detenção, além de ser multa. 


Tags:
    CPFL Paulista; São José do Rio Preto; Segurança; Guardião da Vida; Incêndios; Queimadas;