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CPFL ENERGIA: Como comprar eletrodomésticos sem pesar no bolso e na conta de luz

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Assessoria de Imprensa   17/07/2016


Na hora de trocar a sua geladeira antiga por uma nova, você se atenta às certificações de eficiência energética, como o Selo PROCEL e a Etiqueta do Inmetro? A primeira auxilia a identificar os equipamentos que consomem menos energia e a segunda avalia o nível de eficiência energética, classificando-os por categorias que vão de A até G, conforme as características técnicas de cada produto. A escolha consciente do consumidor leva a compra do eletrodoméstico com certificação A, mais econômico no consumo de energia.

Mas já se atentou à outra informação que pode fazer toda a diferença e gerar uma economia adicional na sua fatura de energia elétrica: a quantidade de kWh consumidos no mês por aquele aparelho? Esse dado vem descrito nas especificações técnicas de qualquer eletrodoméstico e é nele que você precisa se atentar se quiser adquirir um equipamento eficiente. Mesmo entre produtos similares com o Selo Procel A, a diferença no consumo de energia pode ser significativa.

Pesquisamos três modelos similares de geladeiras frost free com Selo Procel A, porém de marcas diferentes (aqui, denominadas A, B e C). O equipamento A consome 51 kWh/mês; o B, 46,4 kWh/mês; e o C, 37,5 kWh/mês. No site de uma grande rede varejista, as geladeiras das marcas A e B custam, respectivamente, R$ 250 e R$ 200 a menos do que a geladeira da marca C. Qual das três você compraria?

A conta é simples! Para se calcular qual é a melhor opção, deve-se levar em conta a vida útil do eletrodoméstico. No caso de uma geladeira, esse tempo é de 10 anos, ou seja, 120 meses. Assim, deve-se a multiplicar a tarifa mensal de energia (idealmente incluindo o valor dos impostos para se ter um resultado mais preciso) da sua distribuidora pelo consumo do aparelho. O resultado deve ser novamente multiplicado pelo tempo de vida útil, chegando, assim, à despesa com energia que você terá com o eletrodoméstico nos próximos anos de uso.
 
Em nossos cálculos, considerando a tarifa de energia residencial da CPFL Paulista, o modelo A irá gerar um gasto adicional de R$ 858,60 na conta de luz ao longo de 10 anos na comparação com a geladeira C. Ou seja, embora o modelo da marca C seja R$ 250 mais caro do que a marca A na hora da compra, a conta de luz de quem comprar o modelo C será R$ 858,60 mais barata, gerando uma economia de R$ 600, equivalente à uma passagem área do Rio de Janeiro para São Paulo.

As geladeiras são responsáveis por boa parte dos gastos com energia em uma residência. Por isso, além de calcular os seus gastos, seguir dicas de consumo consciente pode impedir o desperdício, como evitar abrir e fechar o eletrodoméstico desnecessariamente, não deixar o aparelho próximo a equipamentos que produzam calor, como o fogão, não deixar acumular gelo e só ligar o freezer em ocasiões especiais, como festas ou churrascos.

Outro eletrodoméstico muito procurado, principalmente no verão, é o ar condicionado. O conforto que esse aparelho proporciona nos dias mais quentes é incontestável. No entanto, o seu uso diário pode aumentar em 30% o valor das contas de luz e, por isso, é importante pesquisa para encontrar aquele aparelho que tem o melhor custo-benefício para a necessidade de cada consumidor. 

Pesquisamos também três modelos de ar-condicionado com capacidade de resfriamento de 12 mil BTUs, ideal para o uso residencial, todos com o Selo Procel A e com consumos diferentes.  O equipamento A consome 90,8 kWh/mês; o B: 107,5 kWh/mês; e o C, 108,5 kWh/mês. Os modelos B e C são, ambos, R$ 440 reais mais caros que o ar-condicionado da marca A. Fazendo os cálculos, como no caso das geladeiras, a diferença dos gastos de consumo na conta de luz ao longo de 10 anos do modelo C para o A chega a R$ 1.125,72. 

Tirando o valor gasto na hora da compra do eletrodoméstico, a economia gerada pelo ar-condicionado da marca A será de R$ 685,72, valor equivalente ao preço de um fogão simples. Outra dica importante de consumo é, quando o ar-condicionado estiver ligado, fechar todas as portas e janelas do ambiente para que a temperatura desejada seja alcançada mais rapidamente, reduzindo a despesa na fatura de energia.

Essa medida, de identificar um eletrodoméstico eficiente e econômico, é mais uma forma de conscientização da população para o consumo mais adequado de energia, o que pode gerar uma economia imediata na conta de luz dos clientes. Os benefícios, contudo, tendem a ultrapassar a questão econômica, sendo uma contribuição coletiva para um planeta melhor em que se respeitem as limitações de recursos naturais sem abrir mão do conforto, da qualidade de vida e do desenvolvimento socioeconômico.

Por Luiz Carlos Lopes Júnior, gerente de Eficiência Energética da CPFL Energia

Tags:
    CPFL Energia; CPFL Paulista; eficiência energética; eletrodomésticos; consumo racional