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Conforto no frio, sem aumentar o consumo de energia

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Assessoria de Imprensa   27/06/2016

​​Artigo de Luiz Carlos Lopes Jr., gerente de Eficiência Energética da CPFL Energia

Se no calor do verão o aparelho de ar condicionado é o vilão dos gastos com energia, com o frio do inverno que se aproxima outros equipamentos contribuem para impactar o orçamento. Em busca de temperaturas mais agradáveis, as pessoas procuram formas de se aquecer ou de executar os trabalhos domésticos com mais comodidade. Seja ligando aquecedores, tomando banhos mais quentes e longos, acionando máquinas de secar roupas, a surpresa acaba sendo desagradável na conta de luz. O uso de eletrodomésticos sem o devido cuidado contribui para que haja um aumento perceptível no consumo de energia elétrica. Então, para que a conta não fique "amarga", é preciso estar disposto a mudar alguns hábitos, sem perder de vista o conforto e a qualidade de vida.

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As secadoras podem acrescer entre 120 a 150 kWh por mês, na conta de luz, quando utilizadas uma vez por dia. O frio também contribui para que a máquina de lavar roupa seja mais acionada. Ela emprega mensalmente de 3,15 a 6,30 kWh, quando ligada duas vezes por semana. E cuidado com o uso do ferro elétrico, ele utiliza tanta energia quanto uma TV, um micro-ondas ou um computador. Por usar água quente, a lavadora de louças gasta muito mais do que uma máquina de lavar roupa convencional. A dica aqui é procurar acumular roupa para lavar, secar e passar e usar a lavadora de louças com moderação.

Outro equipamento muito dispendioso é o aquecedor elétrico. O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) avaliou aparelhos (irradiador, gabinete, a óleo e splint) de nove marcas, sendo 21 modelos no total, e concluiu que eles utilizam muita energia. Um aquecedor ligado por oito horas ao dia durante duas semanas pode gerar um impacto de mais de R$ 95 na conta. Embora pequenas, as lâmpadas despendem uma quantidade razoável de energia. Opte pelos modelos eletrônicos fluorescentes ou a LED, que possuem potência menor que as incandescentes e produzem a mesma luminosidade e evite deixar as luzes acesas, aproveitando a luz do sol.

Assim como o ar condicionado no calor, no frio o chuveiro elétrico é o responsável pelos gastos, tanto com energia como com água, em uma residência. Ao utilizá-lo no modo "inverno", o acréscimo é de cerca de 30% em relação ao modo "verão". Segundo estima a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), um banho quente com 30 minutos de duração consome de 2 a 3 kWh (quilowatts-hora), o que equivale a aproximadamente 79 kWh no mês. Como o valor médio da tarifa residencial (tarifa B1) em São Paulo é de R$ 0,46 por quilowatts-hora, esse banho significa um custo mensal de R$ 36,34.

No caso do chuveiro a economia passa pela mudança dos hábitos e pela procura por equipamentos mais eficientes. Mudança de habito significa tomar banhos mais curtos ou em horários do dia em que a temperatura esteja mais quente, como durante a tarde, por exemplo. Outra formar é usar o chuveiro em conjunto com equipamentos que usem energia alternativa para pré-aquecer a água, como aquecedores solares ou trocadores de calor - que aquece a água usando o calor gerado pela mesma. O uso de modelos de duchas eletrônicas, que permitem uma regulagem mais apurada da temperatura, também determinam gastos menores no consumo de energia.

Na hora de comprar um aparelho procure informações e instale chuveiros com resistências de menor potência, isso reduz o consumo, sem que haja perda sensível na qualidade do banho. Mas a forma mais pratica de economizar é mesmo reduzir ao máximo o tempo de uso do chuveiro elétrico. Dessa forma, é possível alcançar uma despesa menor com a energia e diminuir o volume de água. Ao tomar um banho de 15 minutos, utiliza-se aproximadamente 135 litros de água. O simples ato de fechar o registro para se ensaboar diminuição o uso de água para 45 litros, o que significativa menos 33% na conta de água.

Por funcionar 24 horas por dia, todos os dias, as geladeiras são responsáveis por boa parte das despesas com energia em uma residência. Nesse caso o conselho é evitar abrir e fechar o eletrodoméstico desnecessariamente e não deixar o aparelho próximo a equipamentos que produzam calor, como o fogão. Outros conselhos úteis são não acumular gelo e só ligar o freezer em ocasiões especiais, como festas ou churrascos. Outra forma de gastar menos energia é comprar aparelhos elétricos identificados com o selo do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). Produtos que apresentem notas A ou B possuem uma maior eficiência energética, ou seja, consomem menos energia que as que indicam notas D ou E.

A CPFL Energia tem contribuído para reduzir o valor da conta de luz da população carente e do poder público, por meio de seu Programa de Eficiência Energética. O programa desenvolve projetos, junto às comunidades e órgãos públicos, voltados para a utilização racional de energia elétrica e de equipamentos eficientes, contribuindo para a preservação dos recursos naturais. Entre outras ações o programa promove: a instalação de aquecedores solares, chuveiros eficientes, troca de geladeiras, iluminação, além de regularização de ligações clandestinas com doações de padrões internos de energia ("postinho") para clientes residenciais de baixo poder aquisitivo, com Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). ​

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Tags:
    consumo; inverno; economia