Comando para Ignorar Faixa de Opções
Ir para o conteúdo principal
SharePoint

Release

“Caramelo”, de Nadine Labaki, abre o ciclo “Mulheres na direção” do Cine CPFL

Escrito por:

Assessoria de Imprensa   30/05/2016


Campinas, 31 de maio de 2016 - Layal (Nadine Labaki) trabalha em um salão de beleza em Beirute com outras duas mulheres. Cada uma delas passa por um momento delicado da vida: Layal tem um relacionamento abusivo com um homem casado; Nisrine (Yasmine Al Masri) está prestes a se casar e não sabe como contar ao noivo que não é mais virgem; Rima (Joanna Mouzarzel) sente atração por garotas e busca afirmar a sexualidade em uma região ainda notadamente homofóbica. A elas juntam-se outras personagens, frequentadoras do salão, angustiadas com questões como o envelhecimento, a solidão, a incompatibilidade entre as relações afetivas e os compromissos familiares.

Filme de estreia de Labaki como diretora, “Caramelo” abre, na próxima quinta-feira, 02/06, às 19h, a série “Mulheres na Direção” do Cine CPFL, em Campinas (SP). A entrada é gratuita.

Misto de drama com romance, a obra, lançada em 2007 no Festival de Cannes, retrata de forma sutil as questões políticas do Líbano na virada do século. A partir do título, uma referência a um método de depilação que consiste em aquecer açúcar, água e suco de limão, o filme leva o espectador a experimentar a mistura entre o doce, o salgado e o amargo das relações cotidianas tão diversas quanto universais.

Ao longo do mês, o público poderá acompanhar, também com entrada gratuita, os trabalhos de quatro diretoras contemporâneas em destaque: “2 dias em Nova York”, da francesa Julie Delpy, em 09/06; “Um Casamento à Indiana”, da indiana Mira Nair, em 16/06; “XXY”, da argentina Lucía Puenzo, em 23/06; e “A Vida secreta das palavras”, da espanhola Isabel Coixet, em 30/06.

Café Filosófico CPFL. As mulheres são o tema também do Café Filosófico CPFL de junho com o tema “O que querem as mulheres? Poéticas e políticas feministas da atualidade”, que tem a curadoria da historiadora da Unicamp Margareth Rago. A ideia, de acordo com a curadora, é discutir como as mulheres enfrentam o registro crescente da violência doméstica e de gênero, assim como os ataques dos grupos conservadores misóginos em ascensão.

No primeiro encontro, a socióloga e professora da PUC-SP Simone Diniz fala sobre “Feminismos, corpo e saúde: uma agenda no século 21” na sexta-feira, 03/06, às 19h, com entrada gratuita e transmissão ao vivo no site www.institutocpfl.org.br/cultura/aovivo

Segundo a especialista, o corpo e a saúde estiveram na agenda de todas as gerações de feminismos, mas as das décadas de 60 e 70 enfatizaram a reivindicação política da autonomia sobre o corpo, com a contracepção e o aborto, e a crítica à medicalização da fisiologia feminina, incluindo a sexualidade, a menstruação, o parto e o envelhecimento. 

“Em tempos de internet, emergem insurreições pela democratização das informações e do poder de decisão, com narrativas subversivas disputando com a medicina as concepções de saúde e bem-estar”, afirma.

Simone G. Diniz é médica, livre-docente da Faculdade de Saúde Pública da USP, onde ensina e pesquisa sobre gênero, saúde materna e da mulher, violências, e evidências em saúde.  É mestra e doutora em Medicina Preventiva (USP), com pós-doutorado em Saúde da Mulher (King´s College London), e autora de diversas publicações na área. Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1984). Residência (1987), mestrado (1996) e doutorado (2001) em Medicina (Medicina Preventiva) pela Universidade de São Paulo, e pós-doutourado em Saúde Materno-infantil pelo Cemicamp (2004). Colaborou por 20 anos com o Coletivo Feminista de Sexualidade e Saúde (1985-2004) em atividade de assistência, pesquisa e ensino. É livre-docente do Departamento de Saúde Materno-infantil na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (2011). Visiting Reader no King’s College London, Women’s Health Division, com bolsa da Fapesp (2012). Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Medicina Preventiva, Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos, Violência de Gênero, Gênero e Saúde Materna, Saúde Materno-infantil, Saúde Pública baseada em evidências. Foi coordenadora regional (região Sudeste) do Inquérito Nacional Nascer no Brasil (2010-2012). Coordena atualmente o grupo do CNPq GEMAS (Gênero e evidências em maternidade e saúde). É chefe do Departamento de Saúde Materno-infantil da Faculdade de Saúde Pública da USP (2014-2016).

Mais informações em http://www.institutocpfl.org.br/cultura​

Tags:
    Instittuco CPFL; cultura; cinema; setor elétrico; CPFL Energia