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CPFL Energia apoia o engajamento de empresas no combate ao aquecimento global

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Assessoria de Imprensa   01/09/2015

​​Faltando apenas quatro meses para a abertura da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21), o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) lança no Brasil o We Mean Business, com o objetivo de engajar empresas do país na agenda de combate ao aquecimento global. ​A CPFL Energia, maior grupo do setor elétrico brasileiro, é uma das apoiadoras da iniciativa. 

Enquanto governos se preparam para chegar a um acordo que, em 2020, substitua o Protocolo de Kyoto, atualmente em vigor, o We Mean Business busca fortalecer uma coalizão empresarial em torno do tema. A iniciativa alerta para a importância de começarem a planejar a inserção nesse novo contexto. Antecipar-se às mudanças políticas, regulatórias e mercadológicas é um bom negócio.

O CEBDS coordena a ação no Brasil em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), Instituto Ethos, Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e Carbon Disclosure Program (CDP). 

No Brasil, o projeto visa a agregar empresas em torno de três principais compromissos: adoção de fontes de energia elétrica predominantemente renováveis e sustentáveis; eliminação, na cadeia produtiva, de produtos oriundos de áreas desmatadas ou de exploração ilegal; e precificação do carbono.
 
Em todo o mundo, 146 empresas e 106 investidores já se engajaram nos compromissos globais propostos pelo We Mean Business. No Brasil, quatro empresas já aderiram ao projeto: CPFL Energia, Braskem, Duratex e Visão Sustentável. Recentemente, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) também passou a participar da coalização.

Entre as razões para se comprometerem com as metas propostas está a estratégia de se antecipar às mudanças políticas e regulatórias decorrentes da COP21, a Convenção do Clima prevista para ocorrer no fim deste ano em Paris. Redução da exposição a riscos de negócios e de investimentos (como secas, enchentes, impactos sobre suprimento de água e outros insumos etc.), maior sustentabilidade do negócio e ganhos de imagem estão entre as vantagens dessas iniciativas. “Quanto antes as empresas começarem a se planejar e a agir, menor será o custo das mudanças e maiores serão as oportunidades”, afirma Marina Grossi, presidente do CEBDS.

A adoção de políticas empresariais certas também pode resultar no desenvolvimento de novas tecnologias, produtos e serviços, com impacto sobre a geração de empregos e renda e potencial para impulsionar ganhos econômicos e financeiros.

Mudanças regulatórias

Um dos focos da comunicação com as empresas é conscientizar e mostrar as vantagens competitivas de estar à frente das mudanças previstas para os próximos anos. Iniciativas em todo o mundo e estudos no Brasil indicam que a cobrança de taxas sobre a emissão do carbono, por exemplo, pode ser uma questão de tempo também por aqui.

Para citar um exemplo, diversos países já adotaram ferramentas de precificação de carbono como a cobrança de taxas sobre a emissão de CO2. Em alguns deles, o carbono é uma commodity transacionada em mercados criados para ajudar o setor privado a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. 

Em função da heterogeneidade das iniciativas – o México, por exemplo, fixou o valor em US$ 1 a tonelada e a Suécia, em US$ 168 –, o Banco Mundial e o Pacto Global divulgaram no fim de 2014 uma campanha global que teve a adesão de mais de 200 empresas, entre as quais dez associadas ao CEBDS.

No Brasil, o Ministério da Fazenda estuda o tema desde 2012 para avaliar se o país está preparado ou não para adotar medidas de precificação, se isso deveria ser feito setorialmente ou para toda a economia etc. Os especialistas acreditam que se o governo está analisando o tema é porque há chances de medidas de precificação serem adotadas no país. 

A expectativa é de que a precificação do carbono pelas empresas, além de contribuir para reduzir riscos associados ao negócio e a investimentos, impulsione projetos de eficiência energética e sustentabilidade.

Minimização de riscos

Aumenta entre as empresas a percepção dos benefícios da energia renovável e a eliminação do uso de produtos oriundos de áreas desmatadas ou de exploração ilegal, também propostas pelo We Mean Business no Brasil. 

O projeto tenta mostrar os benefícios de as empresas aderirem a essas iniciativas construindo uma narrativa que reforce os benefícios, por exemplo, do fim do desmatamento, que contribui para a preservação das fontes e mananciais e da biodiversidade. Já as secas e inundações estão entre as consequências desse problema que pode afetar diretamente os negócios, levanto empresas a ter que realocar linhas de produção, fazer investimentos em prevenção de enchentes, perder produções inteiras devido às mudanças climáticas etc. 
Tags:
    Sustentabilidade; We mean business; clima