Comando para Ignorar Faixa de Opções
Ir para o conteúdo principal
SharePoint

 Visão Externa

O uso da biomassa na geração de energia tem apresentado rápido crescimento ao redor do mundo, em meio às iniciativas destinadas a tornarem as matrizes energéticas mais “verdes”, reduzindo a dependência que os países desenvolvidos, principalmente, apresentam em relação aos derivados de combustíveis fosséis. Acompanhando as estratégias de diversificação das matrizes energéticas, paralelamente à busca por fontes mais limpas, a biomassa apresentou um crescimento médio anual de 1,4% no período entre 2002 e 2009. Com esse avanço, a biomassa responde atualmente por mais de 10% do suprimento global de energia primária, ocupando o quarto lugar no ranking das principais fontes de energia, atrás de petróleo, carvão e gás natural.

A biomassa oferece uma grande flexibilidade no seu aproveitamento energético, seja em relação à destinação final – geração de calor ou de eletricidade -, seja no tocante à enorme de diversidade de tecnologias desenvolvidas nos últimos anos – como as utilizadas para a produção de biocombustíveis. A grande maioria da biomassa utilizada para a produção de energia é direcionada para a produção de calor em residências – cozimento de alimentos, por exemplo – ou para processos industriais. Cálculos de especialistas indicam que apenas 14% são direcionados para a geração de eletricidade.

Graças à elevação dos custos dos derivados de petróleo utilizados principalmente para a produção de eletricidade, verificada que ocorreu durante a década passada, a biomassa voltou ao radar dos departamentos de planejamento do setor elétrico de diferentes países por reunir um conjunto de características virtuosas. Destacam-se, entre elas, a substituição dos poluentes derivados de petróleo por uma fonte mais limpa, que não emite gases causadores do efeito estufa.

Em 2010, houve um aumento significativo da produção de energia a partir da biomassa em vários países da Europa, nos Estados Unidos, e nos países emergentes. As estimativas são de que foram agregadas aos parques geradores desses países uma capacidade adicional de produção de energia a partir da biomassa da ordem de 62 mil MW. A liderança mundial nessa expansão é dos Estados Unidos. Mas também, na Europa, países como Alemanha, Suécia e Reino Unido tem se destacado bastante no uso da biomassa, além de Brasil, China e Japão.

Entre os diferentes usos de biomassa, um dos destaques da década passada foi o rápido crescimento dos pellets de madeira para a produção de calor nas residências e em indústrias principalmente na Europa. Os pellets de madeira são o resultado da utilização de processos de peletização aplicados à madeira de plantas como o eucalipto, e que normalmente oferecem grande poder calorífico, como o eucalipto. A peletização reduz a umidade da madeira, além de conferir um formatdo de pequenas pílulas, o que facilita o transporte e acondicionamento. Os pellets são queimados em estufas residenciais produzindo calor nas regiões mais frias com uma eficiência muito superior à da lenha e dos bríquetes de madeira. São, portanto, vocacionados para substituir perfeitamente os derivados utilizados principalmente nos processo de calefação. A Europa responde por 80% do consumo mundial de pellets de madeira. A Suécia destaca-se com um consumo correspondente a 20% da demanda mundial.