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​No Brasil, o elevado desenvolvimento do setor sucroalcooleiro, que assegurou ao país a dianteira na produção de açúcar e do etanol no mundo, proporcionou a oportunidade para o desenvolvimento de uma terceira frente de negócios: a cogeração de energia elétrica com o aproveitamento do bagaço da cana de açúcar, tratado por muito tempo como um resíduo indesejável. Essa frente, que associa um rol significativo de benefícios ambientais, assegura também ao país uma elevada participação da biomassa, uma fonte renovável, na matriz elétrica do país. De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal que cuida do planejamento do setor elétrico, as usinas movidas a bagaço de cana de açúcar tinham uma capacidade instalada de cerca de 6 mil MW médios em 2010. De acordo com previsão de técnicos do setor elétrico, somente os canaviais do Centro-Sul dispõem de um potencial para sustentar a produção de usinas de cogeração com uma capacidade conjunta de cerca de 12 mil MW.

A cogeração é, por si só, um processo virtuoso: permite, com as mesmas instalações, a produção de vapor (calor), utilizado nos processos industriais das usinas, e a eletricidade necessária para o seu funcionamento. Os benefícios associados são grandes. Até o desenvolvimento da cogeração nas regiões de predomínio da cana, o bagaço era visto como um passivo ambiental importante, uma vez que a sua destinação era um problema para as usinas. A queima do bagaço para a geração de energia é uma forma de destinação limpa, uma vez que não produz os poluentes encontrados nas usinas térmicas convencionais.

O Grupo CPFL Energia foi uma das empresas pioneiras no setor elétrico a valer-se, para o atendimento aos seus clientes, da bioeletricidade produzida a partir da queima do bagaço de cana-de-açúcar. A visão histórica de aproveitamento da eletricidade produzida em centrais de cogeração de usinas sucroalcooleiras com o uso da biomassa continua a ser um dos principais componentes da estratégia de expansão do parque gerador da CPFL Energia, que tem bases sólidas na sustentabilidade, com o aproveitamento de fontes limpa e renováveis e a minimização dos impactos ambientais decorrentes. Essa estratégia tem se revelado bastante proveitosa para todos os participantes dessa cadeia, com múltiplos benefícios para a companhia, para as suas parceiras, para os consumidores e, principalmente, para o meio ambiente.

Adotando uma estratégia diferenciada para o incrementar a participação de biomassa em seu parque gerador, e por meio da CPFL Renováveis, empresa cuja especialidade é o desenvolvimento e operação de projetos envolvendo fontes alternativas de energia, o Grupo CPFL firma parcerias com as usinas sucroalcooleiras, buscando uma combinação virtuosa das expertises de cada um dos parceiros, de forma a viabilizar produção de energia limpa, com o menor custo e a maior eficiência possível. Essas parcerias são consolidadas com a formação de empresas de propósito específico, pelas quais a CPFL Renováveis se responsabiliza pelos investimentos na implantação da central de cogeração – caldeiras, turbinas, geradores e linhas de transmissão – nas dependências da usina. A companhia também responde por investimentos em melhoria da eficiência energética das instalações da usina.

Em contrapartida, as parceiras da CPFL Renováveis cedem, em regime de comodato, o terreno em que é construída a central. Oferecem também a matéria-prima, o bagaço da cana-de-açúcar, um resíduo do processo de fabricação de açúcar e álcool. E se responsabiliza pela operação da central de cogeração. Com esse formato, a CPFL Renováveis já firmou parcerias com 8 usinas sucroalcooleiras, dos quais 6 já estão em operação e 2 em construção, com início de operação previsto para 2013. Esses projetos dispõem de uma capacidade de geração conjunta de 370 megawatts (MW).

A geração de energia com a biomassa produzida pelos canaviais oferece um grande potencial, o qual a CPFL Energia pretende aproveitar, mantendo em prática a estratégia de reforçar e expandir, de forma perene, os seus posicionamentos em fontes renováveis. Entre os projetos em estudos, está o aproveitamento da palha da cana, que normalmente descartado no próprio local de plantio ou queimado para a limpeza do terreno. A palha da cana oferece um upgrade significativo na oferta de biomassa para as centrais de cogeração, abrindo a possibilidade de ganhos também consideráveis na escala de geração de vapor e energia.