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jul 12

Escrito por: CPFL Imprensa
12/7/2011 15:15 

De um lado o país busca fontes mais renováveis, privilegiando a geração elétrica de maneira a reduzir a poluição e o uso de materiais fósseis e finitos. De outro, busca soluções para reduzir o consumo aproveitando os recursos

Artigo de Marney Tadeu Antunes, gerente de Relacionamento com Clientes da CPFL Energia

Publicado em 11/07/2011 no CanalEnergia

O mundo voltou seus olhos para novas fontes de energia num passado recente ao mesmo tempo em que a tese da eterna inesgotabilidade dos recursos naturais estava sendo varrida para baixo do tapete da história. Os 7 bilhões de habitantes do planeta impõem um desafio monstruoso para a ciência: como alimentar tanta gente, e fazer frente ao desenvolvimento mundial fortemente calcado em processos e máquinas dependentes de energia. A busca por novas fontes energéticas menos agressivas ao meio ambiente tem sido o mote de governos preocupados com o futuro planeta e bandeira das grandes empresas mundiais de olhos na sustentabilidade de seus negócios. Estamos virando uma página importante da história e abrindo um inexorável mundo novo calcado na economia de baixo carbono, na preservação ambiental e no respeito à diversidade dos negócios.

O Brasil é protagonista importante desse movimento à medida que vem buscando pulverizar suas fontes energéticas, priorizando a geração eólica, a biomassa e as pequenas centrais hidrelétricas. Há uma percepção nacional que leva em conta a priorização do esforço para zerar a poluição e a emissão de gases do efeito estufa, preservar os ecossistemas, utilizando-se dos conceitos da eficiência energética, seja pela substituição das fontes poluentes e não-renováveis por outras alternativas limpas e renováveis.

A mudança conceitual veio em boa hora. Ainda hoje podemos lamentar que o país desperdice energia elétrica na mesma proporção da que será gerada pela megausina Belo Monte, a terceira maior do planeta quando estiver operando no rio Xingu, região Norte do país.

A busca por fontes mais limpas estão ganhando um importante aliado para equacionar esse problema. As distribuidoras de energia elétrica são parte da solução desse problema à medida que implementam programas de Eficiência Energética, muitos deles envolvendo a população de baixa renda, com ações de conscientização e formação de uma nova cultura energética. Ao lançar os olhos para as planilhas de execução dessas iniciativas percebo que estamos no caminho certo. A CPFL destinou no exercício passado cerca de R$ 70 milhões para a Eficiência Energética.

Recursos que foram utilizados para o fortalecimento da Rede Comunidade, um programa voltado 100% para carentes, que prevê serviços de reforma de  instalação elétrica, regularização da ligação de energia, substituição de geladeiras, chuveiros, lâmpadas eficientes e toda uma lista de benefícios que facilita a vida de milhões de pessoas e garante mais dignidade a uma parcela considerável da população. Muitos conjuntos residenciais populares estão participando de outra ação importante. Estão recebendo aquecedores solares com possibilidade de redução de 25% a 30% nas suas contas de luz.

De um lado o país busca fontes mais renováveis, privilegiando a geração elétrica de maneira a reduzir a poluição e o uso de materiais fósseis e finitos. De outro, com igual intensidade, busca soluções para reduzir o consumo aproveitando os recursos naturais de forma mais inteligente. A população percebeu claramente essa mudança de perspectiva, principalmente aqueles beneficiados pelos programas de Eficiência Energética. Não apenas redução expressiva nas contas de luz que lhes são entregues mensalmente. Mas principalmente porque participam de um grande movimento contra o desperdício e a favor da natureza.

Estamos vencendo esse desafio. Não sem adversidades e contratempos. Por que nem todos concordam com programas de Eficiência Energética majoritariamente voltados para a população pobre, e nem admitem reduzir o funcionamento das termelétricas movidas com óleo diesel ou carvão. Em contrapartida, poucos aceitam a cultura do desperdício, a utilização irracional dos recursos materiais e a degradação do planeta. Com essa firme constatação, não tenho receio de afirmar que estamos no caminho certo para transformar as pessoas com ideias que defendam um interesse mais alinhado aos novos tempos.