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quinta-feira, 17 de maio de 2012

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Informações H1N1

INFORMAÇÕES SOBRE A GRIPE - INFLUENZA A (H1N1) 
      
Circulam pela internet, alguns emails apontando dados assustadores em relação a gripe A, sem qualquer fundamento.
Reiteramos que não há motivo para pânico. As mortes noticiadas pela mídia, infelizmente,  eram e continuam sendo esperadas num padrão percentual semelhante ao da gripe comum. Assim, novos "casos graves" certamente estarão surgindo nos próximos dias, aumentando o número de óbitos.

Como é do conhecimento de todos, existem pessoas mais suscetíveis às complicações, chamados de "grupo de risco", conforme veremos abaixo. Estes devem ter maiores cuidados caso venham a contrair a doença. Para estas pessoas, o diagnóstico precoce é fundamental. Desta forma, orientamos novamente que caso tenha quadro gripal com febre acima de 38°, procure seu médico, pronto socorro ou um posto de saúde próximo à sua casa.

As providências para prevenir o contágio são individuais e não coletivas. Podemos fazer analogia com a prevenção da dengue, a qual tem uma taxa de letalidade de 6% (10 vezes maior do que a gripe A), onde, de nada adianta acabar com os criadouros de mosquito em sua casa, se seu vizinho não fizer o mesmo. Ou seja, as recomendações preventivas devem ser adotadas por todos como colegas de trabalho, amigos, familiares, etc.
Conforme já publicado e amplamente divulgado pelas diversas mídias externas, a higiene pessoal é o ponto fundamental para prevenção contra a gripe A ou qualquer outra virose.
Esta higienização refere-se ao simples ato de manter as mãos limpas, seja com água e sabão ou álcool ( a forma em gel do álcool é sugerida apenas por uma questão de segurança e facilidade de aplicação).

Perguntas e respostas mais comuns sobre Influenza A (H1N1)
 

1. O que é a gripe pelo vírus Influenza A (H1N1) ?
Há dez anos o subtipo H1N1 do vírus, da chamada gripe suína, infectava somente porcos.  Hoje, O vírus A/H1N1 afeta tanto humanos quanto animais, classificação dada pela letra A, a mesma da gripe aviária, por exemplo.
O subtipo H1N1 é originário da gripe espanhola que, entre 1918 e 1919, assolou o mundo. A partir daquela pandemia, as pessoas adquiriram anticorpos e o subtipo passou a atingir apenas porcos. No entanto, este vírus passou por uma mutação genética e, por conta disso, o sistema de defesa humano não consegue ainda neutralizá-lo. Isso torna a torna a transmissão mais fácil, com rápido aumento do número de doentes pelo mundo.


2. Qual a diferença entre a gripe comum e a Influenza A (H1N1)?
Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus Influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, não importa neste momento, saber se o que  tem é gripe comum ou a nova gripe. A orientação é, ao ter alguns desses sintomas, procure seu médico ou vá a um posto de saúde. É importante frisar que na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. Isso também ocorre na nova gripe. Em ambos os casos, infelizmente, o total de pessoas que morrem após contraírem o vírus em todo o mundo é, em média, de 0,5%.


3. Quando eu devo procurar um médico?
Qualquer pessoa que apresente sintomas de gripe deve procurar o serviço de saúde assistencial mais próximo, para receber o diagnóstico e tratamento adequado.
Se você tiver sintomas como febre repentina acima de 38°, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza, procure um médico ou um serviço de saúde, como já se faz com a gripe comum.


4. Por que agora o exame laboratorial é  realizado só em alguns casos?
Essa mudança ocorreu porque um percentual significativo — mais de 70% — das amostras de casos suspeitos analisadas em laboratórios de referência, antes dessa mudança, não era da nova gripe, mas de outros vírus respiratórios. Com o aumento do número de casos no país, a prioridade do sistema público de saúde é detectar e tratar com a máxima agilidade os casos graves e evitar mortes.


5. Se o exame não é realizado em todas as pessoas, isso significa que o número de casos registrados será subnotificado?
É importante ficar claro que vários países estão adotando a mesma prática, por recomendação da Organização Mundial da Saúde. Os casos continuarão a ser registrados. Como já ocorre com surtos de gripe comum, será confirmado uma amostra de casos e todos os outros que tiverem os mesmos sintomas e no mesmo ambiente, seja em casa, na escola, no trabalho, na igreja ou no clube, serão confirmados por vínculo epidemiológico. Além disso, o Brasil tem 62 unidades de “Rede Sentinela” em todos os estados, com a função de monitorar a circulação do vírus influenza e ocorrência de surtos. Essa rede permite que as autoridades sanitárias monitorem a ocorrência de surtos devido ao vírus da gripe comum — e, agora, do novo vírus — por meio da coleta sistemática de amostras e envio aos laboratórios de referência. É importante ficar claro que, a partir de agora, o objetivo não é saber se todos os que têm gripe foram infectados por vírus da influenza sazonal ou pelo novo vírus. Com o aumento no número de casos, passaram agora a trabalhar com o diagnóstico coletivo, exceto para aqueles que podem desenvolver a forma grave da doença, seja gripe comum ou gripe A.


6. Quais os critérios de utilização para o oseltamivir (Tamiflu)?
Apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave serão medicados com o Tamiflu. Os demais terão os sintomas tratados, de acordo com indicação médica. O objetivo é evitar o uso desnecessário e uma possível resistência ao medicamento, assim como já foi registrado no Reino Unido, Japão e Hong Kong. É importante lembrar, também, que todas as pessoas que compõem o grupo de risco para complicações de influenza requerem avaliação e monitoramento clínico constante de seu médico, para indicação ou não de tratamento com o Tamiflu. Esse grupo de risco é composto por: idosos acima de 60 anos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como pacientes com câncer, em tratamento para AIDS), e também pessoas com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme, obesos com piora progressiva.
Sinais de agravamento da gripe:

Em crianças, os sinais de alerta que necessitam de urgente atenção médica são os seguintes:
1. Respiração acelerada ou difícil
2. Coloração azulada da pele
3. Não ingerir líquidos em quantidade suficiente
4. Não acordar ou não interagir
5. Estar tão irritada que não quer ser carregada ao colo
6. Sintomas similares aos da influenza melhoram, porém retornam com febre e piora da tosse
7. Febre com manchas vermelhas pelo corpo

Em adultos, os sinais de alerta que exigem urgente atenção médica são os seguintes:
1. Dificuldade em respirar ou falta de ar
2. Dor ou pressão no peito ou no abdômen
3. Tontura repentina
4. Confusão mental
5. Vômitos intensos ou persistentes.


7. O medicamento está em falta?
Não. O Ministério da Saúde possui estoque suficiente de medicamento para tratamento dos casos indicados. Além de comprimidos para uso imediato, já distribuídos às Secretarias Estaduais de Saúde, há matéria-prima para produzir mais nove milhões de tratamentos.
A dispensação descentralizada de “Oseltamivir” destina-se ao atendimento de pacientes ambulatoriais com suspeita de Síndrome Gripal que apresentem fatores de risco e tenham indicação de tratamento, de acordo com a Resolução SS 120 de 03/08/2009.
Os fatores de risco considerados incluem gestação em qualquer idade gestacional; idade inferior a 02 ou superior a 60 anos de idade; co-morbidades como cardiopatias, diabetes mellitus, hemoglobinopatias, pneumopatias e doenças renais crônicas; imunodepressão, por exemplo, pacientes com câncer, em tratamento para Aids ou em uso regular de medicação imunossupressora.
O medicamento somente será dispensado mediante a apresentação do formulário padronizado pelo Governo completamente preenchido, assinado e carimbado pelo médico assistente, acompanhado de receita médica com a prescrição do tratamento, incluindo a dosagem. Os formulários serão retidos e a receita devolvida ao paciente. A retirada poderá ser realizada por familiar ou acompanhante, devidamente identificado.


8. Como eu posso me prevenir da doença?
Alguns cuidados básicos de higiene podem ser tomados, como:
• lavar bem as mãos, frequentemente, com água e sabão,
• evitar tocar os olhos, boca e nariz , sem lavar as mãos, após contato com superfícies, objetos ou pessoas,
• não compartilhar objetos de uso pessoal,
• cubrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar,
   • modificar hábitos sociais de saudação evitando abraços e beijos,
• evitar lugares com aglomerações de pessoas,
• Não dar atenção a emails que circulam pela Internet. Busque informações corretas em sites oficiais dos órgãos de saúde (
www.saude.gov.br),
• Manter boa alimentação, hidratação e atividade física regular.


9. O que mais posso fazer para manter em bom estado o meu sistema imunológico?
Conforme notado em muitos noticiários e orientações passadas pelas diversas mídias colocam dentre outros, a atividade física, alimentação saudável e bons hábitos de vida como ações preventivas da gripe A, e isto é a verdade.
Isto posto, sugerimos que aqueles que ainda não aderiram a um estilo de vida mais saudável, o façam a partir de agora, não só devido à gripe A, mas também sobre outros fatores de risco que matam mais do que o influenza H1N1, como:
- o tabagismo
- uso de álcool e outras drogas
- alimentação de baixa qualidade
- sedentarismo
- excesso de peso


 

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